Backstreet Boys: 33 anos da maior boy band da história e o fenômeno que atravessou gerações

Formado em 1993, em Orlando, na Flórida, o grupo nasceu pelas mãos do empresário Lou Pearlman e reuniu cinco jovens que, anos depois, se tornariam rostos conhecidos em praticamente todos os continentes: AJ McLean, Howie Dorough, Nick Carter, Kevin Richardson e Brian Littrell.

Antes dos palcos gigantes e turnês milionárias, a realidade era bem diferente. O grupo começou se apresentando em escolas, eventos pequenos e até shopping centers. O primeiro single, “We’ve Got It Goin’ On”, lançado em 1995, não explodiu imediatamente nos Estados Unidos, mas encontrou enorme receptividade na Europa — especialmente na Alemanha, Suécia e Reino Unido — onde começou a nascer o fenômeno Backstreet Boys.

A consagração internacional veio entre 1997 e 2000, período considerado o auge absoluto da banda. O álbum Backstreet’s Back consolidou o grupo com sucessos como “Everybody (Backstreet’s Back)”, “As Long As You Love Me” e “All I Have to Give”, mas foi em 1999 que tudo mudou.

(O grupo no clipe As Long As You Love Me. Foto: Youtube)

Com o lançamento de Millennium, o Backstreet Boys deixou de ser apenas uma boy band de sucesso para se tornar um fenômeno global. O disco vendeu mais de 24 milhões de cópias e estreou em primeiro lugar nas paradas, impulsionado pelo maior hino da carreira do grupo: “I Want It That Way”.

A canção virou símbolo de uma geração e permanece, até hoje, como a assinatura musical da banda. Ao lado dela, outros clássicos ajudaram a consolidar o grupo no topo da indústria, como “Quit Playing Games (With My Heart)”, “Larger Than Life”, “Shape of My Heart”, “Show Me the Meaning of Being Lonely”, “Incomplete”, “Drowning” e “The Call”.

O sucesso foi tão expressivo que os Backstreet Boys alcançaram a marca de mais de 130 milhões de discos vendidos globalmente, sendo reconhecidos oficialmente como a boy band mais vendida da história da música.

(Os Backstreet Boys ganharam uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood-EUA. A cerimônia, que contou com todos os cinco integrantes da boyband, ocorreu no dia 22/04/2013)

Ao longo dessas mais de três décadas, o grupo lançou 11 álbuns de estúdio, além de discos ao vivo, coletâneas e dezenas de singles que marcaram diferentes fases da indústria fonográfica — do auge dos CDs físicos à era do streaming.

Mas nem tudo foi permanência. Após o início dos anos 2000, a banda enfrentou pausas, mudanças no mercado musical e até a saída temporária de Kevin Richardson, em 2006. Muitos acreditavam que aquele seria o fim de uma era.

Não foi.

Kevin retornou em 2012, restaurando a formação clássica, e o grupo conseguiu um feito raro no entretenimento: permanecer relevante mesmo após o fim da febre teen que os consagrou.

Hoje, em 2026, os Backstreet Boys continuam lotando arenas e reafirmando sua força comercial. A residência “Into The Millennium”, no Sphere de Las Vegas, revisita justamente o álbum que os transformou em lenda e tem sido um enorme sucesso de público. Já a turnê mundial DNA World Tour ultrapassou a marca de 3 milhões de ingressos vendidos.

(Os Backstreet Boys estão com uma residência histórica em Las Vegas em 2025 chamada “Into The Millennium”. O grupo se tornou a primeira boy band a se apresentar na Sphere, a arena esférica ultra-tecnológica conhecida por seus visuais imersivos)

Mais do que nostalgia, o grupo se tornou patrimônio afetivo de diferentes gerações. Pais que ouviram a banda nos anos 1990 agora levam os filhos aos shows. O que antes era fenômeno adolescente virou herança cultural.

Três décadas depois, a pergunta já não é se o Backstreet Boys foi a maior boy band do mundo, mas sim quantas bandas conseguirão repetir um legado tão duradouro.

A resposta, até agora, parece simples: nenhuma!

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