Poucos grupos musicais conseguiram transformar histeria adolescente em legado histórico como o Backstreet Boys. Após 33 anos de carreira, a banda segue como a boy band mais vendida de todos os tempos, com mais de 130 milhões de discos comercializados no mundo e uma trajetória que ultrapassa o rótulo de sucesso pop para entrar definitivamente na cultura mundial.
Formado em 1993, em Orlando, na Flórida, o grupo nasceu pelas mãos do empresário Lou Pearlman e reuniu cinco jovens que, anos depois, se tornariam rostos conhecidos em praticamente todos os continentes: AJ McLean, Howie Dorough, Nick Carter, Kevin Richardson e Brian Littrell.

(Os Backstreet Boys completam 33 anos no dia 20 de abril. Na imagem, a boyband em 1993. Foto: Twitter / Reprodução)
Antes dos palcos gigantes e turnês milionárias, a realidade era bem diferente. O grupo começou se apresentando em escolas, eventos pequenos e até shopping centers. O primeiro single, “We’ve Got It Goin’ On”, lançado em 1995, não explodiu imediatamente nos Estados Unidos, mas encontrou enorme receptividade na Europa — especialmente na Alemanha, Suécia e Reino Unido — onde começou a nascer o fenômeno Backstreet Boys.
A consagração internacional veio entre 1997 e 2000, período considerado o auge absoluto da banda. O álbum Backstreet’s Back consolidou o grupo com sucessos como “Everybody (Backstreet’s Back)”, “As Long As You Love Me” e “All I Have to Give”, mas foi em 1999 que tudo mudou.

(O grupo no clipe As Long As You Love Me. Foto: Youtube)
Com o lançamento de Millennium, o Backstreet Boys deixou de ser apenas uma boy band de sucesso para se tornar um fenômeno global. O disco vendeu mais de 24 milhões de cópias e estreou em primeiro lugar nas paradas, impulsionado pelo maior hino da carreira do grupo: “I Want It That Way”.

(Show em Indianápolis no dia 10 de março de 2000 foi um dos momentos mais marcantes da Millennium Tour. O concerto teve os ingressos esgotados rapidamente e foi um marco na carreira do grupo)
A canção virou símbolo de uma geração e permanece, até hoje, como a assinatura musical da banda. Ao lado dela, outros clássicos ajudaram a consolidar o grupo no topo da indústria, como “Quit Playing Games (With My Heart)”, “Larger Than Life”, “Shape of My Heart”, “Show Me the Meaning of Being Lonely”, “Incomplete”, “Drowning” e “The Call”.
O sucesso foi tão expressivo que os Backstreet Boys alcançaram a marca de mais de 130 milhões de discos vendidos globalmente, sendo reconhecidos oficialmente como a boy band mais vendida da história da música.

(Os Backstreet Boys ganharam uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood-EUA. A cerimônia, que contou com todos os cinco integrantes da boyband, ocorreu no dia 22/04/2013)
Ao longo dessas mais de três décadas, o grupo lançou 11 álbuns de estúdio, além de discos ao vivo, coletâneas e dezenas de singles que marcaram diferentes fases da indústria fonográfica — do auge dos CDs físicos à era do streaming.
Mas nem tudo foi permanência. Após o início dos anos 2000, a banda enfrentou pausas, mudanças no mercado musical e até a saída temporária de Kevin Richardson, em 2006. Muitos acreditavam que aquele seria o fim de uma era.
Não foi.

(Unbreakable é o sexto álbum de estúdio da banda pop Backstreet Boys, lançado em Outubro de 2007, é o primeiro álbum do grupo sem Kevin Richardson, que esteve em hiato como membro do grupo entre 2006 e 2011)
Kevin retornou em 2012, restaurando a formação clássica, e o grupo conseguiu um feito raro no entretenimento: permanecer relevante mesmo após o fim da febre teen que os consagrou.
Hoje, em 2026, os Backstreet Boys continuam lotando arenas e reafirmando sua força comercial. A residência “Into The Millennium”, no Sphere de Las Vegas, revisita justamente o álbum que os transformou em lenda e tem sido um enorme sucesso de público. Já a turnê mundial DNA World Tour ultrapassou a marca de 3 milhões de ingressos vendidos.

(Os Backstreet Boys estão com uma residência histórica em Las Vegas em 2025 chamada “Into The Millennium”. O grupo se tornou a primeira boy band a se apresentar na Sphere, a arena esférica ultra-tecnológica conhecida por seus visuais imersivos)
Mais do que nostalgia, o grupo se tornou patrimônio afetivo de diferentes gerações. Pais que ouviram a banda nos anos 1990 agora levam os filhos aos shows. O que antes era fenômeno adolescente virou herança cultural.
Três décadas depois, a pergunta já não é se o Backstreet Boys foi a maior boy band do mundo, mas sim quantas bandas conseguirão repetir um legado tão duradouro.
A resposta, até agora, parece simples: nenhuma!
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